Nelore
Posted by Apoio on jan 26, 2012 in Raças de Corte, Sobre Raças, Zebuino | 0 comments
A raça Nelore pertence ao grupo dos zebuínos indianos, espécie Bos indicus. O Nelore adaptou-se muito bem às condições tropicais do território brasileiro.
A adaptação de um animal ao ambiente em que vive é de extrema importância para permitir toda a expressão de seu potencial genético – Por tanto não é a toa que o Sêmen Nelore é mais procurado no país.
A adaptação de um animal ao ambiente em que vive é de extrema importância para permitir toda a expressão de seu potencial genético – Por tanto não é a toa que o Sêmen Nelore é mais procurado no país.
A raça Nelore pertence ao grupo dos zebuínos indianos, espécie Bos indicus. O Nelore adaptou-se muito bem às condições tropicais do território brasileiro. A adaptação de um animal ao ambiente em que vive é de extrema importância para permitir toda a expressão de seu potencial genético. Dentre as características que possibilitaram a boa adaptabilidade do Nelore, pode-se destacar a pigmentação da pele. Sua pele apresenta – assim como nas demais raças zebuínas e até mesmo em alguns animais do grupo taurino – pigmentos de melanina. É de conhecimento que a cor escura dos pigmentos de melanina ajuda a neutralizar a temperatura externa do animal, uma vez que permite a irradiação do calor. A melanina também protege a pele contra raios ultravioleta. O Nelore é também menos infestado por carrapatos, devido às características de seus pêlos, que dificultam a penetração de pequenos insetos na superfície da pele. Outra característica que denota a boa adaptabilidade do Nelore e que se estende também aos demais zebuínos, é a quantidade de suor produzida por animal. Suas glândulas sudoríparas são maiores, o que possibilita uma eficiente dissipação de calor pela sudorese. Os touros da raça Nelore apresentam elevada longevidade reprodutiva e masculinidade acentuada. O temperamento é ativo, mas dócil, desde que corretamente manejado. As fêmeas desta raça apresentam facilidade de parto, uma vez que apresentam boa abertura pélvica e parem bezerros pequenos, eliminando problemas de distocia. Outra característica importante de enfatizar é a excelente habilidade materna da fêmea Nelore, o que permite aos bezerros boas condições de desenvolvimento até o desmame. Vale ressaltar que os bezerros, horas depois de nascidos, já se deslocam com o rebanho, dispensando a atenção do tratador, o que é muito importante em um sistema de produção a pasto. As fêmeas Nelore são largamente utlizadas em cruzamento industrial com machos de raças européias, o que resulta em animais extremamente precoces, que chegam a ser abatidos com 24 meses de idade. Estes mestiços tem ainda alta resistência aos ectoparasitas e endoparasitas (bernes, carrapatos e vermes). Atualmente, a maior parte do rebanho nacional é formada por animais da raça Nelore ou anelorados.
O registro genealógico do Nelore foi criado em 1938, dando início às definições das características da raça. Embora o Nelore tenha sido utilizado, na sua origem, para exploração leiteira, no Brasil a raça está voltada e vem sendo constantemente melhorada geneticamente para a produção de carne. A raça Nelore se caracteriza, de um modo geral, por animais de porte médio a grande, de pelagem branca, cinza ou manchada de cinza. Podem ser encontrados ainda animais de pelagem vermelha, amarela e preta, além de suas combinações com o branco, formando as pelagens malhadas ou pintadas de vermelho, amarelo ou preto. A cabeça tem formato de ataúde, quando vista de frente. O chanfro é reto, largo e proporcional nos machos. Nas fêmeas, é estreito e delicado. O focinho é preto e largo, com as narinas dilatadas e bem afastadas. Os olhos são elípticos, pretos e vivos. As orelhas são curtas, com boa simetria entre as bordas superior e inferior. A face interna das orelhas é voltada para frente. Os chifres são de cor escura e nascem para cima, acompanhando o perfil da cabeça. Os machos apresentam musculatura compacta e bem desenvolvida. O pescoço é musculoso e se implanta harmonicamente ao tronco. As fêmeas apresentam o pescoço menos desenvolvido, mais delicado. O úbere deve possuir volume pequeno e o formato das tetas deve facilitar a amamentação dos bezerros.



