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Bovino | Raça Indubrasil

BOVINO

Pode ser considerada a primeira raça zebuína formada no país. Os primeiros cruzamentos que acabaram por levar à formação do bovino Indubrasil tiveram, a princípio, o objetivo de multiplicar o pequeno rebanho zebuíno existente no país no início do século XX. Os criadores cruzavam bovino da raça Guzerá com o Nelore, o Hissar e outras raças que chegavam ao país vindas de algumas importações. Posteriormente os criadores do Triângulo Mineiro, mais precisamente dos municípios de Uberaba, Araxá e Conquista, adicionaram o sangue Gir aos cruzamentos. Assim, da combinação das características do Nelore, Guzerá e Gir nasceu a raça Indubrasil.

O bovino da raça chegou a ser considerada uma grande vitória da pecuária nacional, sendo utilizada com sucesso em todas as regiões brasileiras no cruzamento para corte ou leite, melhorando as características produtivas dos rebanhos onde era inserida. Uma das razões que levou ao rápido desenvolvimento da raça de bovino no país foi o fato de que a raça apresentava orelhas muito longas. Esta condição provava a “pureza” do animal zebuíno, uma vez que todas as raças europeias apresentavam orelhas curtas. A iniciativa para a formação do gado Indubrasil partiu das famílias uberabenses Caetano e Machado Borges e Rodrigues da Cunha e Mendes; em Araxá, da família Lemos; e de Conquista das famílias Martins e Fontoura Borges.

A escolha do nome da raça gerou bastante controvérsia. Induberaba, Induaraxá e Indubahia foram algumas das denominações deste recém-formado bovino. Somente em 1938 a Sociedade Rural do Triângulo Mineiro, hoje ABCZ, estabeleceu o padrão da raça e adotou o nome Indubrasil – em referência aos dois maiores países criadores de zebu, Brasil e Índia. No dia 17 de Julho deste mesmo ano foram realizados os primeiros registros genealógicos oficiais de zebuínos, quando o então presidente da República Getúlio Vargas, marca o primeiro animal da raça Indubrasil. A raça Indubrasil viveu seu auge nas décadas de 30 e 40, período que ficaria conhecido no país como “O Império das Orelhas”.

Em 1940, o Indubrasil chegou a deter quase 80% do total do rebanho bovino nacional. A partir desta época, no entanto, a raça começou a perder espaço na pecuária nacional. Cruzamentos desordenados, falhas na orientação técnica e preocupação demasiada de criadores com características raciais, como o tamanho, prejudicaram o desempenho da raça. A raça Indubrasil foi formada com o intuito de ser um bovino voltado exclusivamente à produção de carne.

No início de sua formação a raça se caracterizava como o bovino que oferecia o melhor rendimento de carne limpa. Por isso, seu padrão racial oficial foi descrito como raça produtora de carne. Os exemplares da raça apresentavam-se precoces e bons ganhadores de peso, ou seja, um sinal de que o choque de sangue provocado pelo cruzamento entre o Guzerá, o Gir e o Nelore de fato resultava em animais com aptidão para a indústria frigorífica. Esta preferência inicial pela produção de carne deixou os trabalhos de seleção para a aptidão leiteira a um segundo plano. Por muito tempo, desprezou-se o potencial leiteiro da raça, havendo casos em que os índices positivos, nesse sentido, levavam ao descarte da fêmea. Atualmente o Indubrasil vem sendo selecionado tanto para a produção de carne quanto para a de leite – muitos criadores estão inscrevendo seus animais em controles leiteiros.

Os principais criatórios do país estão localizados na região Nordeste, principalmente na Bahia e Sergipe. As aptidões e qualidades se assemelham muito ás das raças de origem. Todavia, como é uma raça  originária de cruzamentos relativamente recentes, sem muita homogeneidade, não apresenta as mesmas garantias de produção uniforme como as outras, embora seja ás vezes de melhor estampa.  É um bovino mais pesado, mais forte, porém em geral mais grosseiro, de maneira que não pode apresentar rendimentos tão elevados como o Gir, podendo seus mestiços dar de 60 a 63% de rendimento.  O maior defeito do Indubrasil está na falta de uniformidade: enquanto em algumas criações são encontrados animais de pernas muito compridas e ossudos, em outras há bons representantes do tipo de corte, com pernas curtas, corpo largo e musculatura bem desenvolvida. O futuro na raça depende da seleção bem orientada.

 

Veja também: Sêmen Bovino | Comprar sêmen bovino

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