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História | Aberdeen Angus

ABERDEEN-ANGUS

 

A raça Aberdeen Angus nasceu na Escócia. O nome da raça é proveniente das regiões onde teve início o seu desenvolvimento, os condados Aberdeen e Angus.

Os criadores Hugh Watson, da região de Angus, e William McCombie, do condado de Aberdeen, juntamente com alguns vizinhos, foram os pioneiros na formação desta raça. Watson, que começou seus trabalhos aos 19 anos de idade com um touro e seis vacas, é considerado o principal fundador da raça. Coube a Watson também o aperfeiçoamento do gado Angus, iniciado em 1800, selecionando os animais de acordo com características como precocidade e produção de carne.

A raça Aberdeen Angus foi reconhecida oficialmente em 1835, por iniciativa da Associação Escocesa dos Criadores. No Brasil O Aberdeen Angus chegou ao Brasil no início do século.

A primeira importação foi realizada pelo criador Leonardo Collares Sobrinho, da cidade de Bajé, na fronteira do Rio Grande do Sul com o Uruguai, em 1906. Oito anos mais tarde, o Visconde Ribeiro Magalhães importou cinco matrizes da Inglaterra, sendo ele também o primeiro criador a registrar o Angus no Brasil. O Aberdeen Angus se instalou primeiramente no Rio Grande do Sul e depois foi se expandindo para os demais estados brasileiros. No Brasil, o Angus também auxiliou na formação de uma nova raça, a Ibajé (Angus x Nelore), hoje conhecida como Brangus. Os primeiros cruzamentos envolvendo as duas raças começaram em 1946 na Fazenda Experimental Cinco Cruzes, em Bajé, no Rio Grande do Sul. A Associação Brasileira de Angus (ABA), idealizada por um grupo de criadores, foi fundada no ano de 1963.

Os criadores se uniram para promover a raça e divulgar suas qualidades visando expandir a criação em território nacional .A raça Aberdeen Angus pertence ao grupo dos taurinos britânicos, espécie Bos Taurus. Os animais desta raça se caracterizam por sua precocidade. As fêmeas atingem cedo a puberdade sexual, estando aptas a serem cobertas por volta dos 300 Kg. Outra característica importante nas fêmeas da raça é a longevidade reprodutiva. Segundo relatam criadores, há registros que comprovam a existência de fêmeas com 19 anos e que geraram 16 crias e fêmeas com 10 anos e 7 bezerros produzidos. Estes números indicam, como primeira cobertura, 15 meses, e um intervalo entre partos de 10 meses apenas. Os machos da raça também se caracterizam por sua precocidade, chegando rapidamente ao ponto de abate. No entanto, uma das características mais marcantes da raça Aberdeen Angus é a qualidade da carne.

A carne é marmorizada, o que lhe confere muito sabor e um nicho especial de mercado. Redes de churrascaria famosas, como a Rubaya, em São Paulo, oferecem pratos especiais com a carne de Angus, tratada nestes estabelecimentos como uma carne “de grife”. No Brasil, além de ser criado como raça pura, o Aberdeen Angus também vem sendo cruzado com animais zebuínos, principalmente o Nelore. O conhecido cruzamento industrial tem por objetivo aliar sua produtividade com a rusticidade do zebu. No sul do país, berço da raça no Brasil, as cruzas têm equilíbrio de sangue (1/2 Angus e 1/2 Nelore) ou predomínio do Angus (5/8 Angus- 62,5%- e 3/8 Nelore – 37,5% Nelore).

Nas condições de Brasil Central, onde predominam as altas temperaturas, uma alternativa que vem sendo utilizada são os animais com mais sangue Nelore (5/8 Nelore e 3/8 Angus). No Brasil, a Associação Nacional dos Criadores “Herd Book Collares” é a responsável pela registro genealógico dos animais da raça Aberdeen Angus, assim como de sua variedade, o Red Angus. Criada em 1906, foi reconhecida como entidade em 1915.

O Aberdeen Angus é uma raça originariamente de porte grande e geneticamente mocha. A associação dos criadores, no entanto, preconiza a utilização de animais de porte médio, uma vez que animais muito grandes têm maior exigência nutricional e sua terminação é mais tardia. A pelagem pode ser preta ou vermelha. A pelagem vermelha originou, inclusive, uma nova variedade, o Red Angus, sendo que a coloração da pelagem é a única diferença em relação ao Aberdeen.

Os pêlos são curtos ou de comprimento médio. O comprimento do pêlo é uma característica muito importante para garantir o conforto térmico do animal. A musculatura nesta raça é bem desenvolvida, mas é importante que o volume muscular não seja excessivo para não prejudicar, por exemplo, a fertilidade nas fêmeas. A cabeça é de tamanho médio, levemente alongada e arredondada nos machos. Nas fêmeas, é mais fina e alongada, sendo que as orelhas são maiores do que a dos machos. Os animais desta raça são compridos, com grande profundidade toráxica, o que garante boa capacidade digestiva, e conseqüentemente melhora seu desempenho produtivo.

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