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Inseminação Artificial em Bovinos

Inseminação Artificial em Bovinos

Inseminação Artificial em Bovinos

A Inseminação cresce no Brasil e movimenta mais R$400 milhões, porém, apesar de ser uma das técnicas mais aprimoradas e com um retorno estimado alto, ainda assim é pouco utilizada aqui no Brasil se comparado a outros países.

Uma das dificuldades na monta (acasalamento natural) é a observação do cio. Muitas vezes ocorria de passar desapercebido o que causava um atraso na produção ou mesmo exigia ainda mais do tempo do profissional responsável.

Já o IATF (Inseminação Artificial por Tempo Fixo) faz com que isso não seja necessário, podendo estabelecer o período em que ocorrerá a inseminação. Nada mais é que, o uso de hormônios que induzem a ovulação da vaca e permitem a inseminação em um dia determinado pelo criador. Além dessa vantagem ainda existe a do melhoramento genético que ocorre com o cruzamento com outras raças.

Um dos hormônios é a progesterona, aplicada num dispositivo de silicone que é introduzido na vagina das vacas. Ele é colocado dentro de uma espécie de seringa gigante, feita de PVC, e fica preso em uma cordinha para que possa ser retirado a partir do 10º dia, quando o produtor já pode fazer a inseminação, como explica o médico veterinário Pietro Baruselli, professor da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da Universidade de São Paulo.

Baruselli explicou que o sistema reprodutivo é regido por glândulas e a progesterona é um hormônio extremamente importante para fazer com que os folículos cresçam no ovário e tenham condição de ovular. O objetivo principal é ter esse processo de sincronização bem definido para que a inseminação possa ser realizada sem a necessidade de detecção do cio. Todas as vacas têm crescimento folicular e ovulação em dia e horário definidos. O hormônio utilizado não tem efeito algum sobre o leite que vai ser produzido e posteriormente sobre a saúde humana. G1.Globo

Para melhorar ainda mais a produção, pode-se optar pelo Sêmen sexado. Que é a seleção dos espermatozóides que provavelmente serão fêmeas separado-os dos demais que serão machos.

Isso é feito porque, produtores de gado de corte tem mais interesse em machos e produtores de leite em fêmeas. Podendo então, além de escolher o período de prenhez ainda escolher o sexo do animal, isso é tudo que os produtores queriam.

 O médico veterinário Péricles Lacerda confirma o nascimento de 85% de fêmeas, mas diz que o sêmen sexado ainda é muito caro, por isso eles só utilizam em fêmeas de primeira cria, que são mais férteis. G1.Globo

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